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Julio Cortázar

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Nunca tinha ouvido ou lido, algo sobre esse autor argentino, até esse ano, que, parece, ser O ano dele. Julio Cortázar completaria esse ano, se estivesse vivo, 95 anos; também, esse ano, completa-se  25 anos de sua morte, comemora-se 60 anos de publicação de “Os reis” e chega ao leitor edição com textos inéditos do autor: “Papéis inesperados”.

Depois disso, logo, estava louca para postar sobre ele e encontrei um blog – de um correspondente do O Estado de São Paulo– que comenta sobre cultura, política e costumes do “Cone Sul” hablando sobre Cortázar.

Ele fala da biografia do autor e  sobre um livro de Emilio Fernández Cicco que conta um pouco da história  de Cortázar antes de tornar-se um grande escritor. Achei bem interessante, não só o post sobre Cortázar, mas todo o blog. Acredito que vale a pena: Os hermanos.

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Fonseca.

fonseca

Cantor Colombiano, Fonseca, lançou seu terceiro albúm  Gratitud em 2008. Des do primeiro cd, lançado em  2000, o então desconhecido cantor é um sucesso atrás do outro.

Jovem e relleno de sucessos,  já recebeu vários prêmios. No blog Buena Musica, a autora fala do último albúm de Fonseca, com a chance de poder fazer um download do mesmo. Dá uma passada .

Entrevistando2.

adriana e família

Não resisti e fui logo na matriarca da família Dieuzeide. Maria de Las Mercedes Dieuzeide, 54, industriária, é argentina e conta um pouco das diferenças culturais entre os dois países e quando e porque mudou-se para cá.

– Quando e por que mudou-se da Argentina para o Brasil? Por que Vitória?

Mudei para Vitória em 1978 porque casei com um capixaba, a escolha por Vitória foi porque meu marido morava e trabalhava aqui.

– Assim que chegou sentiu algum choque cultural? Se não, o que mais chamou a atenção de diferente – culturalmente-?

Na realidade o que me resultou mais estranho foi a alimentação, não gostei do arroz com feijão, da mistura das duas coisas, mas fiquei encantada com a variedade de frutas e verduras, nunca tinha visto tantos sabores e cores. Na época, também, achei diferente o modo de vida, aqui havia uma maior liberdade nos costumes e, a pesar de que aqui ainda havia um regime militar no governo, não se vivia o clima opresivo que havia deixado na Argentina também na época governada por militares.

– Por que você acredita que as músicas, a política, etc. desse país, e dos outros países sul americanos não são tão divulgados aqui no Brasil?

Acho que é uma questão histórica, percebo que o Brasil, tal vez por ter ser o único país da América Latina que não fale espanhol, e por ter também uma riqueza cultural muito grande, sempre se “auto-abasteceu” e não se interessou por conhecer outras culturas próximas, que a pesar de muito diferentes, também são muito ricas. Históricamente também o sistema dominante nunca priorizou a aproximaçãoentre os países latinoamericanos.

– Muitos brasileiros quando chegam a Buenos Aires surpreendem -se com a boa educação argentina e com a beleza dos mesmos. Por que você acredita, então, que exista essa rivalidade tão grande entre os dois países?

Acredito que o futebol foi e é a semente dessa rivalidade, exarcebada pela mídia.

– Para você qual são as diferenças culturais fundamentais entre esses dois países?

Acho que a diferença fundamental é que o brasileiro, de um modo geral, é muito expansivo e se mostra de uma maneira muito natural, em tosos os aspectos, física e emocionalmente; o argentino é mais reservado, contido. Essa diferença se manifesta em todas as expressões culturais. Po outro lado, acho que o argentino é mais profundo, mais envolvido com a realidade que o cerca.

– Que mudanças você acredita que poderia haver para uma melhor difusão da cultura latina, em geral, no Brasil?

Ir além do futebol e do Carnaval. Acho que a mídia tem um papel fundamental nisso, dada a facilidade de comunicação que vivemos na atualidade, sinto que ainda há muito para mostrar, tanto no Brasil como na Argentina, sobre a real identidade de cada povo e suas manifestações. Deveria existir, também, um maior intercâmbio educacional.

Entrevistando.

Como a minha experiência pelo Sul deu-se na Argentina, logo, quando a proposta de uma entreviata foi feita pensei em entrevistar alguém que também tenha tido contato com esse país.

Adriana Dieuzeide Santos Souza, 21, estudante de Publicidade e Propaganda – Ufes– é filha de argentina, ou seja, desde pequenininha que tem contato com o país. Todos os anos dá uma pasada por lá. Na entrevista ela conta um pouquinho sobre os hábitos dos argentinos e comenta sobre a difusão, ou a não difusão, da cultura desse país por aqui.adriana 1

– Qual foi sua primeira impressão sobre a Argentina?

A primeira impressão, na verdade, eu não tive na primeira vez que fui ao país porque não tinha ainda nem 1 ano de vida! Com o passar dos anos, fui criando uma boa impressão das pessoas, que, chamam a minha atenção por serem muito bem informadas, envolvidas na política do país, com um tipo de vida muito festeiro e noturno. O país em si também me causou boa impressão, com uma paisagem bem diferente da brasileira (bastante plana) e não muito violento.

– Em relação as diferenças culturais o que mais te chamou atenção, e, o que mais te chama a atenção hoje?

Quando era mais nova a língua, o mate que se toma compulsivamente, de preferência junto de amigos ou familiares, funcionando como motivo de um encontro e as comidas típicas ( o churrasco argentino famoso, as massas feitas a mão pelos meus avós, os alfajores e o sorvete delicioso), acho que eram o que mais me chamava a atenção. Hoje, outras diferenças também me parecem importantes, como a impressão de que as pessoas estão sempre informadas; os jovens possuem conhecimento da realidade política do país e a população parece ser mais engajada politicamente; as pessoas, em geral,  têm o costume de ler muito ( em Buenos Aires os parques estão sempre lotados de pessoas com seus livros); costumam dar muito valor à amizade ( pessoas adultas têm o costume de sair com os amigos, mesmo sem os filhos ou esposo (a) ), a vida noturna é muito movimentada (não apenas no meio dos jovens) principalmente no verão que a noite só chega por volta das 21h, assim janta-se muito tarde e dorme-se mais tarde ainda, o número de fumantes é muito grande (inclusive adolescentes) e os encontros de famílias ou de amigos, muitas vezes, são realizados em torno da comida, como se ela fosse o motivo da reunião ( um dia marcam de se encontrar para comer choripan, e no outro para comer um asado, por exemplo!).

– Você acredita que por ser filha de argentina, a sua compreensão- e informações- sobre esse país ou até mesmo sobre os países hispânicos do Sul, seja mais abrangente que de outros brasileiros; que você tenha um contato maior com a cultura desses países?

Sem dúvida o fato de ser finha de argentina e ter o meu lado materno ainda morando lá faz com que eu tenha uma maior compreensão do que se passa naquele país, principalmente por conta do contato íntimo que tenho com as pessoas de lá e com o próprio local, desde muito nova. Ter uma ligação pessoal com uma outra cultura, me faz ter um interesse muito maior do que o das outras pessoas pelo país e me faz querrer sentir incluída nessa cultura também. Oidioma, por exemplo, é algo que despertou o meu interesse pelos outros países hispânicos, fazendo com que eu preste atenção nas pessoas conversando em espanhol em um filme e eu escute música neste idioma. Outro exemplo é o tipo de clima e de paisagem da Argentina que também faz com que eu tenha vontade de conhecer outros  locais que apresentam características similares. Isso mostra que o meu interesse pelos outros países latinos, sem dúvida, tem uma forte relação com o meu “lado argentino”, por isso sou suspeitíssima para falar!

– Para ter mais informações sobre a cultura- o que está acontecendo por lá ( como música, literatura, política, etc.)- o que você faz? Como obtem essas informações?

Eu me interesso bastente por livros e filmes (principalmente documentários) que falam da cultura argentina. Mas a maior parte das informações vem por meio do contato frequente com as pessoas de lá, que me falam sobre música, livros e que, muitas vezes me mostram lados de uma história (política ou econômica, por exemplo) que os jornais brasileiros não mostram. A internet é também um meio que facilita muito não só o contato com essas pessoas, mas também o contato com os próprios meios de informação do país.

– Acredita que poderia ter uma melhor difusão sobre a cultura deses países aqui no Brasil?

Sim, mas acredito que essa pouca difusão da cultura de outro país é geral. Os brasileiros costumam ter pouco conhecimento da cultura argentina assim como têm da cultura uruguaia, chilena, peruana, etc. Somente quando o interesse por esses países parte da pessoa, o conhecimento se amplia, já que os meios de comunicaçãotendem a passar uma visão esteriotipada dos países como um todo, assim como os maios de comunicação internacionais passam do Brasil. Então, eu acho que deveria haver uma melhor difusão da cultura mundial, principalmente entre os países mais próximos ( como o Brasil e os demais países da América do Sul) e não só da americana e europeia, que são as que a gente acha que sabe um pouco mais!

Nas suas visitas à Argentina, percebe uma boa difusão sobre a cultura, política, etc. brasileira nesse país?

Eu sinto que alguns argentinos se interessam e procuram saber bastente da cultura brasileira, principalmente em questões ligadas à música, literatura, cinema, essas coisas; talvez mais que a maior parte dos brasileiros.Mas, ainda assim, a visão esteriotipada do Brasil como o país do carnaval, do futebol, que só tem pessoas festeiras, que bebem, sambam, são mulatas e moram em favelas violentas, é muito presente no imaginário daquelas pessoas que se satisfazem com essas informações e não buscam saber mais.

Que mudanças você acredita que poderia haver para uma melhor difusão dessas culturas no Brasil?

Eu acho que o problema todo dessa pouca difusão está na maior parte dos meios de comunicação que usam de esteriótipos para caracterizar culturas diferentes e não se aprofundam nas particularidades dos países. Uma melhor abordagem por parte do jornalismo, por exemplo, transmitiria uma visão mais condizente com a realidade dos outros países. Além disso, músicas e filmes argentinos poderiam receber maior destaque no Brasil, até porque os dois países possuem algumas características muito próximas, além da proximidade física que facilitaria muito essa difusão.

Bacilos.

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Formada em 1990, por três estudantes latinos em Miami, USA, a banda Bacilos, que terminou em 2007 com um show de despedida no Festival Internacional de la Canción em Vina del Mar, Chile, teve sua tragetória marcada por grandes exitos.

Já com o primeiro albúm, lançado em 2000, a banda concorreu a dois Grammys Latinos, um sucesso total. Mas foi 2002, com o albúm Cara Luna, que Bacilos viveu seu auge. Voltaram para casa com dois prêmios, o de melhor albúm e melhor canção por Mi Primer Millón.

No Buena Musica dá para conhecer um pouco mais sobre Cara Luna e ainda fazer um download do albúm!

Falabella.

Rede chilena, na qual pode ser encontrado: de objetos de decoração e eletrodomésticos a roupas para homens, mulheres e crianças. Lá tem de tudo, e, o melhor, barato.

Essa rede possui filial na Argentina, Colombia e Perú. Umas das filiais na Argentina é na Calle Florida. É lá que os brasileiros fazem a festa, tanto na calle quanto na loja. No primeiro andar tem as bolsas e maquiagens; todas as marcas, de todos os tipos e preços; outra parte – que bem me interessou- foi o setor de roupas; umas escadas rolantes para cima e chega-se em um reduto de marcas incríveis. Claro, o que chamava minha atenção eram as blusinhas de 7 pesos; uma super promoção.

Além da Falabella e da  Galeria Pacífico, a Calle Florida tem restaurantes, escolas de idiomas, inúmeras lojas e vendedores ambulantes. A Florida, literalmente, é A festa de turistas em Buenos Aires, principalmente brasileiros.

Mas não tinha como, pisar na Florida era igual dar uma passada na Falabella, o espaço verdinho que mais  me agradava dessa calle tãooo famosa.

Leo Battistelli.

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Hoje, numa mansão no Jardim Botânico, Rio de Janeiro ás 19h o artista plático argentino Leo Battistelli, abre a exposição “Encontros”.

O argentino, que em 2007 trocou a capital de seu país pelo Rio, gosta de retratar – bastante- a natureza em suas obras; em uma entrevista para O GLOBO, 02/06, ele conta que a todo tempo “aparecem em minha obra vínculos com a natureza”.

Ele vende suas obras na loja do MoMa, em Nova York, e, também, já expôs no Malba de Buenos Aires. Atualmente tem obras no MAM de São Paulo.