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Archive for maio \29\UTC 2009

Costanera.

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Um ótimo passeio em Buenos Aires é a Reserva Natural Costanera Sur, principalmente no verão, quentíssimo, argentino.

É enorme. Não fui em todo o parque, mas só na parte em que fiquei deu para ter uma ideia. Uma enorme área verde, muitas e muitas pessoas com cangas estendidas e, em todos os lugares, tomando o famoso mate.

Lá tem piscina, vários “campinhos” para se jogar futebol; um palco grande onde acontecem vários shows, além de músicos por todo o parque tocando uma bela cumbia!

Imperdível em um dia de sol. Vale muito a pena!

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Sobre os dentes.

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Essa também é uma curiosidade e mais uma coisa que me impressionou BASTANTE. Los dientes.

Assim que cheguei no hostel, conheci uma argentina que estava morando por lá, a Karina. Quando ela sorriu levei um baita susto. Todos os dentes, TODOS, eram cariados, bem pretinhos mesmo gente, sem exagero. Pensei, em princípio, que fosse relapso dela, que não cuidava dos dentes.

Não, não era só ela. A namorada do Marco, outro argentino que morava por lá, tinha os dentes igualzinhos. E com o tempo vi que não eram só elas. Claro que nem todos os argentinos têm dentes feios, cariados, etc. Mas é que, ao que me parece, não é muito comum por lá a frequencia à sala de um dentista. Teve uma menina que usava aparelho e certa vez, uma noite, em uma boate, um cara perguntou para ela o que era aquilo que ela tinha nos dentes; ele nunca tinha visto um aparelho antes!

Vi muitos dentes bonitos, mas comparando com os feios….Os argentinos, em sua maioria, são lindos; de morrer! Mas, antes, repare bem nos dentinhos para não ter uma surpresa desagradável depois.

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Locutorio

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Para fazer uma chamada de longa distância ou uma chama comum mesmo, a melhor opção são os locutorios. Além do serviço telefônico eles oferecem internet, assim como as lan houses aqui no Brasil.

Bem mais barato que fazer uma chamada de uma cabina (orelão), ou mesmo, dos cartões para chamadas internacionais que vendem em hotéis e hostels.

Os minutos não são caros, mas variam de acordo com o país para onde se realiza a chamada. Se você for dar uma passada pelo Sur, tenha certeza: uns minutos em algum locutorio você vai ficar!

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Axé!?

axe

Logo nas minhas primeiras semanas em Buenos Aires descobri que o que bomba pelo Sur não é o samba e, sim, o axé.

Foi uma grande surpresa. Um dia, em uma boate de lá, uma menina descobriu que eu era brasileira; começou a gritar (!) e pediu para o DJ tocar música brasileira. Desesperei, afinal não sei sambar, e claro, estava esperando um samba começar. Quando não, o meu espanto. O que soava ao meus ouvidos era: “olha onda, olha onda….”

Lo juro! A “música brasileira” que toca por lá é o axé. E não Ivete e Claudinha, não! São músicas velhas, de alguns verões passados e que fazem o maior sucesso nas pistas.

Prova disso é a boate brasileira Maluco Beleza. Lá você só vai ouvir axé e ver uns argentinos tentando fazer as coreografias -além de-  um monte de africano atrás, tentando aprender. Hilário.

A única coisa boa é que eles servem feijoada. Se feijão na Argentina é difícil de encontar, imagine feijoada?

Isso, sim, que não dá para perder.

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Buquebus

buquebus

Para ir da Argentina ao Uruguai existe uma forma bem rápida, barata e bem conhecida. O Buquebus. São oferecidas duas opções: uma que em apenas 1h00 se chega ao Uruguai, também é a mais cara. Uma segunda opção é mais demorada- 3h00- só que bem mais barata!

Ele sai de Buenos Aires e vai para Colonia del Sacramento. Como a cidade – Colonia– é bem pequena, normalmente as pessoas não passam mais que um dia por lá. Além disso Colonia, frequentemente, é utilizada só como uma ponte para se chagar a Montevidéu. Lá de Colonia se pega um ônibus para ir até capital uriguaia.

Rápido, fácil e detalhe: o buquebus é lindo! Chiquérrimo lá dentro.

Pesquisando por ai descobri que existe uma outra empresa que faz esse trajeto: Argentina – Uruguai. A Colonia Express. Agora é só escolher a mais barata e passear por Buenos, Sacramento y Montevideo.

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DowntownMate.

Hoje, hostel, tem um significado mais amplo, mas, em 1909 quando o termo foi criado pelo professor alemão Richard Schirmann, significava, essencialmente,  “Albergue para a Juventude”. Como o professor dedicava boa parte de seu tempo para criar programas de convivência para seus alunos com viagens de estudo, ele teve a preocupação de criar uma alternativa de acomodação que não fosse apenas pernoites em hospedarias. Assim, criou-se o primeiro albergue para a juventude – Hostel.

Hostel, é uma forma barata para abrigar mochileiros, aventureiros, etc. do mundo todo. Um cenário mais informal que um hotel, mas, geralmente, com as mesmas características. A maior diferença, além do preço muito mais acessível, é que tudo é compartilhado. Os quartos podem ser duplos, os mais caros, ou, os mais baratos, para se dividir com vinte pessoas. Os banheiros, normalmente de três a cinco, são divididos por todos também, geralmente um desses banheiros só mulheres podem utilizar. Uma área grande para socialização entre os hospedes sempre existe e, com frequência, há festas durante a noite nessa área. Serviços de lavanderia são oferecidos aos hospedes; quando não há uma área de lavanda no albergue eles, normalmente, encaminham as roupas para uma lavanderia próxima.

A qualidade e serviços oferecidos dependem, bastante, de cada albergue. Vivi quatro meses em um. O DowntownMate, em Buenos Aires, Argentina.

Avenida Rivadavia, a mais longa do mundo, 1181, Cidade Autônoma de Buenos Aires. Um pedacinho laranja numa avenida cinza, sem cor. Uma plaquinha pequena indica o pedaço, para mim, mais gostoso de Buenos Aires. Uma estrutura de mais de 150 anos que todos os dias recebe gente do mundo todo. Vinte quartos rellenos de histórias. Não é caro. Um dos mais baratos pelo centro, mas, ao que parece, as pessoas mais simpáticas e loucas vão se hospedar lá.

Quatro quadras do Obelisco, seis da Avenida Corrientes, em frente a 9 de Julio e ao lado de um Poncho e uma Uguis. Melhor localidade não há. Dá para ir a pé para San Telmo e se acabar na Rey Castro e na Museum, boates badaladas por lá.

A minha primeira impressão foi a de um lugar simpático, arejado e bem alegre. No segundo andar além dos quartos para casais e dos quartos com banheiros privados tem uma escadinha que leva para o terraço. De lá dá para ver toda a extensão da rua até o Congresso além de uma boa visão da 9 de Julio.

A sala com uma tv, livros em várias línguas, diversos jogos e muitos dvds não é muito grande, mas, bastante agradável. Passei boa parte do meu tempo em que estava no hostel lá, depois do meu quarto e a cozinha, claro. A cozinha, essa sim, bem pequena é equipada com um fogão e um microondas – a geladeira fica na sala de tv-; tem várias panelas e fica em frente ao quarto em que vivi por quatro meses: o once.

Em dezembro ainda é muito frio em Buenos Aires, então, todas as camas além de um lençol comum contam com um cobertor bem grosso para ajudar contra o frio. Isso é uma das coisas que gostei no Mate, em alguns hostels não dão toalhas, cobertores, e nem papel higiênico. Lá sempre tinha tudo. O café da manhã é o máximo! Medialunas, as mais gostosas possíveis, com geléias e o melhor: dulce de leche argentino para comer com o que quiser. Meu café da manhã era no mínimo umas seis medialunas muito bem recheadas de doce de leite!

Aprendi cedo que o clima de um hostel vária, bastante, de acordo com os hospedes. Logo que cheguei a maioria eram de brasileiros e uns gatos pingados de alemães. Era só alegria, festas todas as noites, saídas para todos os lugares com todos juntos. Achei que fosse assim para sempre, quem dera….

O que não mudava, ainda bem, eram os recepcionistas: a Claudinha pela manhã, o mordível Andrés pela tarde e o Marcelo embalando nossas noites.

Dezembro. Colombianos, alemães e brasileiros; durante o mês de dezembro essas eram as nacionalidades que predominavam no Mate. Os alemães logo se encantaram com as brasileiras e as brasileiras pelos alemães; os colombianos com toda a sua simpatia e charme conquistavam cada vez mais o espaço e as atenções. Nesse período os lugares mais frequentados do albergue eram a área de socialização e os quartos; o violão e o gogó eram os estilos musicais mais tocados. Ambiente amigável e propício para novas amizades e novos amores. O dia 25/12, foi lindo e harmonioso. A ceia compartilhada por todos, mesas e cadeiras postas de lado e uma mostra sem fim de danças típicas. ” Se é para passar o Natal trabalhando, que seja um belo de um Natal!” Marcelo, tadinho, foi o escalado para passar o Natal conosco. Ele correu atrás, foi para a cozinha, fez uma playlist especial e animou todo mundo para ficar no Natal lá no Mate. Todo mundo gostou da ideia e contribuiu para que a ceia saísse. Depois da meia noite o hostel todo foi para um bar que tinha em frente; uma argentina, louca, convidou todo mundo do hostel para dar uma passada na festa que ela estava fazendo para comemorar o Natal. Fomos e só atravessamos a rua de volta no dia seguinte, é claro.

Janeiro. Logo chegou janeiro; o dia 31 foi uma correria e uma expectativa sem fim, agora quem ia dar o gosto da virada com agente era o Andrés. ” Vou trazer minha namorada. Nem dá para fazer a festa que Marcelo fez, todos vocês vão para Porto Madero!” Ele estava certo, ninguém ficou no albergue que passou a virada bem solitário enquanto todo mundo se acabava lá em Porto Madero.

Nas primeiras semanas de janeiro o hostel foi tomado por brasileiros, nem adiantava procurar e nem tentar falar outra língua; em todos os quartos uma bandeira brasileira pendurada na porta! Mas logo os brasileiros se vão e o que fica…uma mistureba danada! Tem de tudo, mas a Europa e América Latina são bem presentes nesse período. Agora sim, do meio de janeiro em diante, se você não fala inglês é melhor arranjar um interprete rápido ou, se não, você, com certeza , será excluído das conversas. Ha! Um detalhe: agora em janeiro começam a aparecer os primeiros israelitas. Depois disso não para mais! A primeira vez é uma empolgação só, perguntas frequentes sobre a cultura judaica, saídas aos restaurantes para conhecer a culinária….com o tempo você já sabe de cor! Até consegue identificar um israeli só de olhar para um, nem precisa conversar!

Fevereiro. É Carnaval e sendo assim todos só dão uma passada por lá, como uma ponte, para chegar ao Brasil. Uma época tranquila; meu quarto ficou praticamente vazio o mês todo, só euzinha por lá. Como é um mês bem diferente dos outros é quando se começa fazer amizade com os trabalhadores do hostel.

As faxineiras, todas, são paraguaias. São senhoras que vivem há anos na Argentina com o intuito de buscar uma melhor qualidade de vida. ” Vim para cá bem mocinha, casei, tive filhos e fiquei viúva. Trabalho aqui e mais em todos os hotéis que ele tem (o dono do hostel também tem uma rede de hotéis), faço tudo direitinho, nunca peguei nada de ninguém. Chego ás 6hoo e saio ás 15h00; amo o contato com vocês, jovens, e é sempre engraçado ver vocês tentando falar em espanhol” E ela começa a dar uma risada gostosa. Maria é a faxineira mais velha que começou a trabalhar para a família do dono do albergue dês de pequena. Uma simpatia de pessoa, com o tempo ela começou a fazer um café da manhã especial para mim e pro Marco- que morava lá como eu- sempre separava um pote cheio de doce de leite e as melhores medialunas para a gente. Quando ela saiu de férias foi uma tristeza. Mas quem a substituiu foi à irmã mais nova, com a mesma simpatia e a mesma história, a diferença é que o marido ainda estava vivo e trabalhava no caixa do metrô.

Março. Agora em março é literalmente uma invasão de israelitas. Aliás, tem dias que você pede pelo amor de Deus para que eles falem em inglês porque hebraico ninguém merece, e ninguém entende! O friozinho começa a bater de novo e os cobertores pesados são recolocados nas camas. Os brasileiros são mais escassos e o clima de despedida vai batendo. As conversas já são diferentes, agora é você que dá as dicas, sobre a cidade e sobre que dvds assistir na sala de tv. No dia em que fui embora fui em cada canto que mais gostava só para dizer tchau.

Cada espaço do antigo prédio é conhecido e cada espaço é especial. “Não sei como você aguenta esse muquifo” Natalia sempre soltava uma dessas. Muquifo para ela; para mim era a minha casa em Buenos Aires. As melhores experiências que tive, as tantas pessoas que conheci, o meu primeiro grande amor, e a minha paixão e admiração por um povo estão guardados ali, naquelas paredes com mais de 150 anos de construção.

Já avisei para todo mundo por lá, quando voltar a Bs. As., e eu voltarei, vou ficar hospedada no Mate de novo e quero o mesmo quarto, o once! E se alguém for visitar a cidade está ai uma dica: DowntownMate. Só deixa o quarto onze para mim!

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Los Piojos

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Los Piojos, banda Argentina formada em 1988, com auge em 1996, declarou, em carta aberta, que está parada por tempo indefinido.

El farolito, música dedicada a Diego Maradona, chegou ao top 10 da MTV, em poucas semanas, na época do lançamento.

Eles não dizem nem que sim, nem que não. Não sabem o futuro da banda; mas o certo é: eles já escreveram seu nome na história do rock argentino.

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