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Nueve Reinas.

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Os espertos Juan (Gastón Pauls) e Marcos (Ricardo Darín) unem esforços e falta de caráter em um golpe de selos raros.

Filme da chamada nueva onda latina, Nueve Reinas, 2000, de Fabián Bielinsky, é um belíssimo filme argentino imperdível.

Encontrei no blog Retroprojecção, uma boa resenha do filme. Vale a pena dá um conferida. No blog e no filme!

Julio Bocca.

Andrés Calamaro.

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Andrés Calamaro é considerado um dos maiores artistas da América Latina. Compôs sua primeira canção quando tinha, somente, 10 anos.

Durante sua história musical, Calamaro, participou de várias bandas até seguir carreira solo. Argentino, de Buenos Aires, o cantor até hoje é um ícone e várias de suas músicas ganham versões de outros artistas.

O cara é fera e não tem com negar! Tem seu próprio blog onde conta suas andaças por aí.

Me apaixonei quando ouvi essa música:

maxilopes

No jogo Grêmio X Cruzeiro o jogador Maxi Lopes foi acusado de racismo por chamar um adversário de “macaquito”.

Encontrei no blog Aires Buenos uma explicação para o termo no mínimo curiosa: ela não existe a não ser na cabeça dos brasileiros. Segundo Túlio Pires, autor do blog, os nossos hermanos são tão ruim no português, que se fossem aportuguesar a palavra macaco, o que sairia seria algo como moninho, já que, macaco em espanhol é mono.

Ele comenta, ainda, das suas experiências com os preconceitos verdadeiros dos hermanos e das teorias de  origem da palavra macaquito.

Vale a pena dá uma lida!

Eso es el tango?

tango

Uma inquietação arrematava a minha estadia por Buenos Aires. Como estar por lá e não ir a um show de tango? E se já que estou por lá por que não conhecer o tango verdadeiro, o tango dos argentinos- não o show que fazem para “inglês ver”? Daí que descobri que quem sabe dançar mesmo não dança nada de tango não; esse tal de tango é só para iniciantes. Quem baila, mesmo, prefere a milonga.

Milonga tem um ritmo mais rápido, cortes fortes e somente experientes bailarinos conseguem acompanha-la. Os dois ritmos surgiram ao mesmo tempo, só que a milonga era tocada e ouvida na orilla, na margem. O tango, não, o senhor tango era ouvido e bailado pela cidade, era um movimento mais urbano. Claro que eu não sabia nada disso.

Essa falta de conhecimento histórico, musical e cênico que me fez parar em uma Milonga (espaços para se ouvir e dançar milonga - NÃO TANGO) com mais uma brasileira, dois ingleses e duas sul- africanas, acreditando, que ,iria assistir a um belo espetáculo de tango – não milonga- e ainda daria a sorte de dançar com um gatinho argentino que me ensinaria os passos básicos da dança. Ledo engano. Foi a minha maior decepção na Argentina.

Assim que chegamos eu comecei a ouvir aquele negócio e comentei: isso é tango? A resposta foi: claro que deve ser e senta logo para alguém chamar agente  pra dançar. Foi a única coisa que entendi da noite inteira de uma conversa em inglês entre os integrantes da minha mesa. Ora, estou na Argentina; por favor, espanhol, please? Ninguém ouviu e nem entendeu os meus delírios portonhoglêses. A única constatação para todo mundo, e essa foi rápida, era a de que: quem estava lá gostava e sabia dançar. E sabiam bem, logo, ninguém perderia tempo tentando ensinar passos básicos a um monte de turista se a preocupação de quem estava ali era praticar o que já trabalhavam há tempos.

Como a intenção era sair de lá com a rosa que estaria  presa no cabelo da bailarina; com fotos de poses incríveis e isso não aconteceu eu, literalmente, dormi na mesa. “Wake up, Brazilian, wake up!” Depois disso a minha revolta foi grande; comecei a falar mal de shows de tango para todo mundo, contava da minha dormida básica e da decepção de não ser tirada para dançar. Eis que chega Claudinha, recepcionista do hostel, e me esclarece. Show de tango é para turista ver; se eu quisesse ficar embebecida por uma beleza cênica teria que pagar 100 pesos e assitir a 1h de alguma “mentira” feita para turista. Aliás eu deveria saber que não estava indo nem ver nem ouvir tango, o nome do espaço – para onde fui- dizia milonga. Hã?

Assim, que, deu-se uma aula da diferença entre milonga e tango. Somente ouvidos acostumados para diferenciar. Foi uma ENORME tristeza.

Agora sim minha revolta estava alavancada; como poderia deixar que as outras pessoas se enganassem também? Empenheime na propaganda verídica sobre el tango. Nem todos se importaram como eu, mas, alguns chegaram até mesmo a ir a uma milonga e a um show para ver a diferença. Só um casal – brasileiro- que já sabia da diferença e estava lá por conta da milonga mesmo.

O que passou foi que para mim não dava mais tanta moleza. Nem tango, nem milonga. O ritmo que contagia a Argentina e me contagiou foi e é a Cumbia! Nenhuma boliche tocava uma milonga, mas todas arrebentavam nas cumbias; nenhum argentino – que conheci- tinha um tango no mp3, todos tinham, pelo menos, um tema al ritmo de la cumbia.

Cansei de mentiras, falei para o tango ir bailar em outro lugar e passei a dançar quarteto ao som de uma bela cumbia villera.

Como protesto, solo cumbias:

Cabas.

CABAS

Outro jovem Colombiano de sucesso. Cabas lançou seu primeiro cd em 2000, cheio de influências de sua estadia em New York.

Logo depois desse primeiro sucesso, lançou cds em 2002, 2005 e o mais recente em 2008, Amores dificiles.

Julio Cortázar

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Nunca tinha ouvido ou lido, algo sobre esse autor argentino, até esse ano, que, parece, ser O ano dele. Julio Cortázar completaria esse ano, se estivesse vivo, 95 anos; também, esse ano, completa-se  25 anos de sua morte, comemora-se 60 anos de publicação de “Os reis” e chega ao leitor edição com textos inéditos do autor: “Papéis inesperados”.

Depois disso, logo, estava louca para postar sobre ele e encontrei um blog – de um correspondente do O Estado de São Paulo- que comenta sobre cultura, política e costumes do “Cone Sul” hablando sobre Cortázar.

Ele fala da biografia do autor e  sobre um livro de Emilio Fernández Cicco que conta um pouco da história  de Cortázar antes de tornar-se um grande escritor. Achei bem interessante, não só o post sobre Cortázar, mas todo o blog. Acredito que vale a pena: Os hermanos.

Fonseca.

fonseca

Cantor Colombiano, Fonseca, lançou seu terceiro albúm  Gratitud em 2008. Des do primeiro cd, lançado em  2000, o então desconhecido cantor é um sucesso atrás do outro.

Jovem e relleno de sucessos,  já recebeu vários prêmios. No blog Buena Musica, a autora fala do último albúm de Fonseca, com a chance de poder fazer um download do mesmo. Dá uma passada .

Entrevistando2.

adriana e família

Não resisti e fui logo na matriarca da família Dieuzeide. Maria de Las Mercedes Dieuzeide, 54, industriária, é argentina e conta um pouco das diferenças culturais entre os dois países e quando e porque mudou-se para cá.

- Quando e por que mudou-se da Argentina para o Brasil? Por que Vitória?

Mudei para Vitória em 1978 porque casei com um capixaba, a escolha por Vitória foi porque meu marido morava e trabalhava aqui.

- Assim que chegou sentiu algum choque cultural? Se não, o que mais chamou a atenção de diferente – culturalmente-?

Na realidade o que me resultou mais estranho foi a alimentação, não gostei do arroz com feijão, da mistura das duas coisas, mas fiquei encantada com a variedade de frutas e verduras, nunca tinha visto tantos sabores e cores. Na época, também, achei diferente o modo de vida, aqui havia uma maior liberdade nos costumes e, a pesar de que aqui ainda havia um regime militar no governo, não se vivia o clima opresivo que havia deixado na Argentina também na época governada por militares.

- Por que você acredita que as músicas, a política, etc. desse país, e dos outros países sul americanos não são tão divulgados aqui no Brasil?

Acho que é uma questão histórica, percebo que o Brasil, tal vez por ter ser o único país da América Latina que não fale espanhol, e por ter também uma riqueza cultural muito grande, sempre se “auto-abasteceu” e não se interessou por conhecer outras culturas próximas, que a pesar de muito diferentes, também são muito ricas. Históricamente também o sistema dominante nunca priorizou a aproximaçãoentre os países latinoamericanos.

- Muitos brasileiros quando chegam a Buenos Aires surpreendem -se com a boa educação argentina e com a beleza dos mesmos. Por que você acredita, então, que exista essa rivalidade tão grande entre os dois países?

Acredito que o futebol foi e é a semente dessa rivalidade, exarcebada pela mídia.

- Para você qual são as diferenças culturais fundamentais entre esses dois países?

Acho que a diferença fundamental é que o brasileiro, de um modo geral, é muito expansivo e se mostra de uma maneira muito natural, em tosos os aspectos, física e emocionalmente; o argentino é mais reservado, contido. Essa diferença se manifesta em todas as expressões culturais. Po outro lado, acho que o argentino é mais profundo, mais envolvido com a realidade que o cerca.

- Que mudanças você acredita que poderia haver para uma melhor difusão da cultura latina, em geral, no Brasil?

Ir além do futebol e do Carnaval. Acho que a mídia tem um papel fundamental nisso, dada a facilidade de comunicação que vivemos na atualidade, sinto que ainda há muito para mostrar, tanto no Brasil como na Argentina, sobre a real identidade de cada povo e suas manifestações. Deveria existir, também, um maior intercâmbio educacional.

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